A gente acredita muito que ser parrudo, fortão na veia, é o movimento…só que não.

  6 de outubro, 2020  #tbt 

Desde sempre temos defendido nossa força de guerra, nosso jeito brigão, nossa garra e “sangue no zóio”.

E o legal de defender demais um conceito é que uma hora você percebe que, ou ele é fadado, ou nunca foi assim tão bom. Aliás, Se agarrar de forma exagerada às verdades nunca é bom. Mas quando se é firme com o que se acredita – ou se precisa ser, por sobrevivência – a gente agarra mesmo uma verdade e corre pelos campos de lavanda como num romance P&B.

Acreditamos muito ainda no nosso manifesto. Talvez não na parte brigona em questão. Mas com certeza na parte “pau pra toda obra” que sempre defendemos. Nos últimos anos a NHRD esteve envolvida em tantos projetos diferentes, com tantas pessoas diferentes, em tantas verticais diferentes que realmente é impossível a gente se desligar do hábito do “Vamos, a gente topa!“

O problema é que grande parte dos especialistas sempre diz “agarre-se a um, ou dois projetos e siga”. “Seja simples” eles dizem. E por ai se segue. Lembro de termos projetado e programado literalmente, uma rede social, para uma festa eletrônica que atendemos em 2016 – e que foi muito louca – mas o app nem sequer foi usado. Não havia orçamento que pagasse tamanho investimento de horas e isso significava, gaveta para o projeto.

Do outro lado, “agências” viam-se tomadas pelo vírus da caça ao lead. Empresas recentemente nascidas, produtoras de conteúdo digital defendiam-se como agências e nós aqui, turma do fundão esbravejando nossas verdades, mantínhamos nosso pé firme: “Não, online não é assim que se faz…é na unha, no mano-a-mano, na raça”.

Tudo isso, reflexo de tiozão. Tão reflexo que quando percebemos impossível manter a resistência, nomeamos recentes – e muito competentes – Milenials aos cargos responsáveis e assim seguimos felizes por muitos anos. “Deixemos que essa parte…não propaganda…fique com a molecada…” – era o que dizíamos – “…e foquemos no que fazemos de bom, no nosso hábil branding, campanhas e blá blá blá”.

Muita coisa aconteceu. Mas uma coisa que não aconteceu foi o amadurecimento destes tiozões em caçar e valorizar leads. E o ano aqui ainda é 2016.

Continuaremos esse texto, que deve funcionar como uma autoanálise de toda a NHRD. Mais precisamente uma análise da forma de ver a propaganda na ótica desses sócios grossos e truculentos, que claro, mudou sim e MUITO ao longo desses últimos 4 anos. Não é que somos estrelas da propaganda vagueando nos panteões e por isso mereçamos nos olhar, nos admirar.  Definitivamente não! Somos mortais, plebeus, ralé até.

Mas a análise é com certeza a constatação do aprendizado e da responsabilidade de mudança e melhora.

Calma que tem muita coisa pra contar. O ano ainda é 2016 e mal começamos a tirar o barco da água.

🙂

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